Migalhas Quentes

MPF/SP investiga ex-responsáveis pelo Banco Cruzeiro do Sul

Funcionários teriam maquiado demonstrações financeiras do banco entre 2008 e 2009.

19/9/2012

O MPF/SP começou a investigar ex-responsáveis pelo Banco Cruzeiro do Sul suspeitos de maquiar demonstrações financeiras do banco entre 2008 e 2009. Na última semana, foi decretada a liquidação extrajudicial do banco, com rombo contábil de R$ 3,1 bi após descoberta de mais de 300 mil empréstimos fictícios.

Os eventuais crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro teriam sido praticados pelos ex-controladores do Cruzeiro do Sul que teriam promovido fraudulentamente resultados artificiais nas demonstrações financeiras da instituição. Teriam sido utilizadas quatro modalidades diferentes de fraudes contábeis, o que teria resultado em lucro artificial para a instituição bancária. As fraudes teriam resultado, consequentemente, no pagamento indevido de R$ 90 milhões aos acionistas, sendo que R$ 63 milhões teriam sido destinados aos então controladores do banco.

Além dos ex-controladores, também estão sendo investigados um ex-conselheiro administrativo e uma ex-diretora da instituição bancária. De acordo com as investigações, eles teriam se unido de maneira estável e estruturada para administrar o banco de maneira fraudulenta, o que caracterizaria o crime de formação de quadrilha. Conforme aponta a investigação, o grupo teria sido responsável por idealizar, decidir e coordenar a criação de resultados artificiais nas demonstrações financeiras da instituição.

Os investigados também teriam atuado para induzir a erro tanto a fiscalização do Banco Central quanto os demais participantes do Sistema Financeiro Nacional. Eles teriam prestado informações falsas nas demonstrações financeiras do Cruzeiro do Sul por meio da introdução, nos documentos, de elementos contábeis forjados. Dessa forma, teriam garantido ao banco aparência de saúde financeira e de instituição sólida perante os demais bancos e perante o mercado financeiro.

Busca e apreensão

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª vara Criminal Federal SP, em uma residência na capital paulista e uma empresa no RJ que poderia estar servindo, segundo a PF, para a ocultação de bens adquiridos ilicitamente. A Justiça determinou ainda a indisponibilidade de bens dos investigados. Segundo a polícia, o inquérito que resultou nos mandados de busca e apreensão havia sido iniciado em 2010.

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