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Protestando por Bolsonaro, caminhoneiro invade PRF; juiz mantém prisão

O motorista afirmou, no momento da abordagem, que pretendia atingir o posto da PRF em protesto contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF.

27/3/2025

O juiz Federal substituto Marcelo Gentil Monteiro, da 12ª vara Federal do DF, decidiu nesta quarta-feira, 26, manter a prisão preventiva de Márcio Pinheiro Saldanha, caminhoneiro acusado de colidir intencionalmente contra as instalações da Polícia Rodoviária Federal na BR-060, no posto do Recanto das Emas, em Brasília. A decisão foi tomada após audiência de custódia.

A conversão da prisão em flagrante para preventiva levou em consideração o risco à ordem pública e a possibilidade de novos atos semelhantes, especialmente em um contexto de motivações políticas. De acordo com o MPF, o motorista afirmou, no momento da abordagem, que pretendia atingir o posto da PRF em protesto contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF.

Na decisão, o juiz autorizou ainda o acesso ao conteúdo dos celulares apreendidos com o acusado, a fim de investigar possíveis coautores do crime. A defesa de Saldanha solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental, com o objetivo de avaliar sua condição psicológica. O pedido foi aceito, e a perícia médica será realizada.

 

Protestando por Bolsonaro, caminhoneiro invade PRF.(Imagem: Reprodução)

O acusado será transferido para um presídio em Guarulhos/SP, cidade próxima de sua residência, a fim de garantir o suporte familiar durante o processo.

Segundo a PRF, o caminhão dirigido por Saldanha trafegava em alta velocidade e rompeu barreiras de contenção antes de colidir com viaturas estacionadas no posto da corporação. O teste do bafômetro acusou um índice de 0,95 mg/L de álcool no ar alveolar, valor que configura crime de trânsito.

Durante a abordagem, o caminhoneiro também teria oferecido dinheiro aos agentes para não ser preso. A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar os fatos, que podem configurar os crimes de embriaguez ao volante, corrupção ativa, dano qualificado, tentativa de homicídio e possível ato de terrorismo.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o acusado declarou em vídeo ter cometido um "ato terrorista", motivado por discordância com o julgamento em curso no STF. A investigação buscará apurar se houve articulação com outras pessoas ou se a ação foi isolada.

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