Recentemente, o governo Federal anunciou que pretende ampliar para R$ 9 mil o limite de renda mensal de famílias que podem ter um imóvel com os juros mais baixos do Minha Casa Minha Vida. Atualmente, o teto da faixa 3 do programa de habitação popular é de R$ 6,5 mil. A medida deve ser anunciada na segunda-feira, 6.
Para o advogado Leandro Bruno F. Mello Santos, sócio coordenador do departamento de Direito Imobiliário do escritório Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados, "um primeiro reflexo desta ampliação é que haverá um aumento nas vendas das unidades em estoque das construtoras e incorporadoras".
Outra questão importante é que, segundo o advogado, com uma renda maior disponível para os novos negócios, o programa Minha Casa, Minha Vida será destinado a um novo tipo de público consumidor, aqueles que antes eram 'proibidos' de participar por conta dos altos rendimentos. "A nova fatia de público também será atraída pelas vantagens de pagamento e de juros mais baixos."
Além daqueles que desejam adquirir um novo imóvel, esta medida do governo, afirma o especialista, ainda vai despertar o interesse de investidores em retomar os negócios no setor.
"Possibilitando uma nova fatia de público, o governo abre as portas também para aqueles que já possuem um imóvel, mas gostariam de ter outro para complementar a renda."
Para o advogado, a iniciativa vai fazer com que haja "uma maior movimentação de dinheiro que, atualmente, está parado nas cadernetas de poupança ou em diversas outras formas de investimento".
"Assim, podemos ver o retorno da solidez e da confiança em se investir no mercado imobiliário no País."
A medida, que ainda necessita de aprovação final, trará outros impactos positivos nos setores imobiliário e da construção civil. "Isso porque, se as unidades em estoque forem comercializadas, haverá um aumento no lançamento de novos empreendimentos e, consequentemente, na retomada da mão de obra e do emprego", explica Mello.
Outro ponto que o advogado observa é em relação ao acesso às novas moradias para a população brasileira.
"Com a ampliação da renda mensal para a aquisição destes imóveis, haverá a diminuição do déficit habitacional, principalmente nas grandes cidades, para as classes menos favorecidas e/ou emergentes."
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