MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Justiça mantém prisão de psicólogo suspeito de matar ao menos 16 gatos
Tortura

Justiça mantém prisão de psicólogo suspeito de matar ao menos 16 gatos

O homem já foi indiciado outras vezes por maus-tratos. De acordo com a PC/DF, áudios sugerem intenções de experimentação nos felinos.

Da Redação

quarta-feira, 26 de março de 2025

Atualizado em 27 de março de 2025 07:08

A 2ª vara Criminal do Gama/DF manteve a prisão preventiva de Pablo Stuart Fernandes Carvalho, psicólogo de 30 anos, investigado por maus-tratos contra ao menos 16 gatos. A decisão foi proferida no âmbito de uma ação criminal que apura uma série de adoções seguidas do desaparecimento ou morte dos animais, com indícios de experimentações e crueldade.

A prisão preventiva foi inicialmente decretada pelo juiz da 1ª vara Criminal e Tribunal do Júri de Santa Maria, no exercício da função de juiz de garantias, no último dia 26. A decisão acolheu representação da DEPEMA - Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais, com parecer favorável do MP/DF. O pedido foi analisado e deferido em apenas um dia útil, em razão da gravidade dos fatos e da necessidade de garantir a ordem pública.

De acordo com a decisão judicial, a prisão preventiva se justifica para prevenir a reiteração criminosa, preservar a prova e evitar interferências na investigação. A autoridade policial relatou o desaparecimento de 13 gatos adotados pelo investigado, sem qualquer justificativa plausível. Segundo o magistrado, há "justa e fundada suspeita de que o representado tenha matado ou submetido os animais a práticas de maus-tratos extremos".

 (Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

Pablo já foi indiciado 16 vezes por maus-tratos.(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

O juiz destacou ainda que Pablo Stuart teria adotado pelo menos 14 gatos em um intervalo de seis meses, segundo termos de adoção e declarações de tutores e instituições protetoras. Apenas um dos animais foi localizado, em condição de sofrimento, com fratura em uma das patas, conforme atestado médico veterinário. O gato passou por cirurgia e será disponibilizado para adoção responsável.

De acordo com a Polícia Civil do DF, o investigado buscava especificamente gatos com pelagem tigrada e utilizava um discurso protetivo para sensibilizar tutores e conseguir a guarda dos animais. Após as adoções, os gatos desapareciam. Áudios obtidos pela investigação indicam que o suspeito mencionava a realização de experimentos com os felinos e episódios de surto em que teria abandonado alguns dos animais.

Para o juiz que decretou a prisão, os elementos reunidos indicam um comportamento "repetitivo e dissimulado", com o objetivo de obter a guarda dos animais para possíveis práticas cruéis. Ele observou que o padrão de conduta sugere um "comportamento serial e voltado à reiteração de atos graves contra animais".

A prisão preventiva foi considerada cabível com base no artigo 313, I, do CPP, já que o crime pelo qual Pablo foi indiciado prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos. O juiz concluiu que a medida atende aos requisitos de necessidade, imprescindibilidade e urgência.

Até o momento, Pablo Stuart foi indiciado 16 vezes com base no artigo 32 da lei de crimes ambientais (lei 9.605/98). Durante interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio. A DEPEMA informou que o número de indiciamentos pode aumentar conforme o avanço das investigações.

Patrocínio

Patrocínio Migalhas
Flávia Thaís De Genaro Sociedade Individual de Advocacia

Escritório de advocacia Empresarial, Flávia Thaís De Genaro Sociedade Individual de Advocacia atua nas áreas Civil, Tributária e Trabalhista. Presta consultoria em diversos segmentos da Legislação Brasileira, tais como: Escrita Fiscal, Processo Civil e Alterações do Novo Código de 2002, Falências,...

NEDER DA ROCHA & ADVOGADOS
NEDER DA ROCHA & ADVOGADOS

NEDER DA ROCHA & ADVOGADOS ASSOCIADOS

RAUL BARCELO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
RAUL BARCELO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

Diligências e audiências na cidade de São Paulo-SP