"OAB/SP critica novo projeto do CPC."
Migalhas quentes
4/11/2010 (clique aqui)
Como diz o Chico, há dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Levanta da cama com vontade de voltar. Olha pela janela e lá está uma garoinha que promete eternizar-se. Toma o chamado desjejum, enquanto passa os olhos pelo jornal, para ler as mesmas notícias irritantes que havia visto, na TV, no último jornal da noite. Fecha o jornal quando a mulher ameaça ir com xícara e tudo para a varanda e passa a comentar com ela a programação do dia, a ser cumprida a duas ou quatro mãos. Ou pés.
E aí salta uma ficha lembrando que é dia de mandar a crônica semanal pro Migalhas.
Então você vai para o chuveiro, que lugar melhor para trazer inspiração não há, cantarola alguma coisa sob a água que vai sendo desperdiçada, fecha a torneira, enxuga-se e descobre que escrever crônica nesse dia só por milagre.
Diante do computador, a primeira idéia é aumentar o tamanho das letras, ditas fontes, para esgotar mais cedo as três laudas de texto. Bobagem, pois o que vale é o padrão oficial da editora e o número de linhas por ela estabelecido.
Que fazer?
Considerando que muitos leitores atuais não leram as crônicas mais antigas, ou, se leram, delas não se lembram mais, e se ressuscitássemos (clique aqui) uma delas?
Pronto: graças à tecnologia, obtivemos o milagre da multiplicação das linhas.
Missão comprida.