No dia do nascimento, o bebê, com roupa de menina, foi levado ao quarto da mãe para a primeira amamentação. Porém, o pai, que já havia presenciado situação suspeita no berçário, desconfiou da aparência da criança, o que foi confirmado quando familiares de outra mulher entraram no quarto com a mesma preocupação em relação à criança que tinham acabado de receber.
Então, o autor pediu que a enfermeira tirasse a roupa e a fralda do bebê, quando verificaram que se tratava de um menino, e não de sua filha. Convocada, a supervisora do hospital admitiu a troca de crianças, que foi desfeita ali mesmo. Para confirmar a paternidade, a direção do hospital propôs a realização de um teste de DNA, que comprovou o erro.
Em sua defesa, o hospital descreveu todo o procedimento de segurança da maternidade, mas não negou o fato. Afirmou ainda que os bebês não foram amamentados por mães diversas e que o episódio foi rapidamente resolvido.
Para a magistrada, "a troca mesmo transitória e por tempo escasso de crianças em maternidade caracteriza dano moral. Não se trata de mero aborrecimento. Certas as preocupações, aflições que os autores experimentaram na hora do fato e posteriormente eis que exame de DNA se perpetrou."
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Processo: 1060865-41.2015.8.26.0100
Confira a sentença.