Luiz Antonio Fleury Filho X Editora Abril 16/10/2008 Lázaro Piunti - Itu/SP "(Migalhas 2.005 - 15/10/08 - "Procedente" - clique aqui) Não tenho motivo pessoal algum para elogiar o político Fleury, cujo governo critiquei, em prosa e verso, inclusive com ele próprio aceitando uma réplica e, ao depois, fugindo da raia. Por isso mesmo, sinto-me confortável em me solidarizar com esse senhor, vítima de ataque imerecido - e tardiamente debelado pela justiça. O 'affaire' sete fazendas de Botucatu, imagino o quanto aborreceu e atormentou seu espírito. Em menor monta, já passei por essas agruras e, confesso, a dor é a mesma: frustração e tristeza. Torna-se inútil qualquer tentativa de reação, dada a saraivada incontrolável de agressões e vilipêndio, disparadas pela força hercúlea da indecência. O golpe é traiçoeiro, gigantesco, venenoso. E a solidão se aninha no escrínio dàlma. Pergunto: beneficiará a que, ao ex governador, o ressarcimento de quarenta e um mil reais? Essa ou uma quantia centuplicada, não compensam jamais o aborrecimento espiritual, o abatimento psicológico, a vergonha do instante, aplicado como corretivo sem prévio julgamento da lide. Decorrido tanto tempo, fica até complicado repisar o fato, servindo a lembrança, quase como crítica renovada. Induvidosamente, a forma de penalização de atos covardes, no Brasil, precisa ser repensada, sobretudo quanto à sua brevidade e urgência. Dou, pois, este testemunho, sem retirar um côvado da minha divergência política em relação a Fleury, porém, quanto ao ser humano, é lícito que se lhe faça este desagravo. Ao ser humano, cidadão, esposo e pai, 'in casu', meu gesto de apreço. Acredite, doutor: os ímpios não dominarão para sempre. Avante!" Envie sua Migalha