domingo, 5 de julho de 2020

ISSN 1983-392X

"Li com interesse e apreensão o comentário 'Os estertores da Lava Jato' (clique aqui). Um retrogosto ruim, a uma por que não somos a Noruega, a duas por que a Lava Jato é subproduto de tudo o quê se plantou no Brasil, desde os primórdios. Com ou sem deformidades, a indigitada operação nasce justamente da obra brasileira, um fio de desatinos e de desvios, desde que nos sabemos por nação – e até mesmo antes – a perpassar o tecido de nossa história, de ponta a ponta. A fala do Migalhas, a quem rendo homenagens, põe muito peso nos membros da força tarefa, dá a eles por demais luz e holofote, anuncia um fim agonizante e triste para a operação – e aí, sem entrar no mérito das razões, ao fazê-lo, possivelmente sem querer, descontextualiza o papel relevante daquela força-tarefa. Sim, mormente em tempos de conformidade ("compliance"), e para além da moda, o Brasil precisa de um "law enforcement" vigoroso – vigilante, constante, e que não nos tornemos num Estado Policial, mas nem por isso o deixemos aos bandidos. O império da lei, do qual somos todos súditos, parece trabalhar dobrado – e ainda assim, sob cabrestos outros. O direito posto não deve ser menos protegido pelo fato de sermos o que somos, uma república de segunda categoria, longe disso, mas tomemos algum cuidado na hora da crítica, não estamos em Oslo, aqui não é a Noruega."

Alex Prandini Jr. - 30/6/2020

"Acabo de ler a migalha do sr. Alex Prandini Jr. Considerando que no Brasil estamos num Estado Democrático de Direito altamente precário e injusto, por força da legislação que estabelece direitos especiais acobertando bandidos, corruptos e ladrões de todos os matizes que matam por tabela, a Lava Jato foi e é importantíssima. Seus excessos nem de longe poderão ser comparados com os excessos (benesses) cometidos pela nossa Justiça."

Claudio B. Marques - 1/7/2020

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