Artigo - O Estado brasileiro e o (des)respeito aos direitos humanos das mulheres 13/5/2011 Simone Andréa Barcelos Coutinho "Dizer que a mulher 'há por divergir do homem quanto ao seu papel social, quer por diferenças genéticas, quer por educação (familiar e formal), quer pelo papel reservado a ela na sociedade' é machismo puro e simples (Migalhas 2.628 - 12/5/11 - "Mulher" - clique aqui). A mulher é tão livre quanto o homem, nos termos da Constituição, e cabe à ela, sem interferência de ninguém, escolher como viverá. A imposição de um 'papel social' baseado no sexo viola o direito de liberdade e ofende a dignidade da pessoa humana. Aliás, a Convenção de Nova Iorque, de 1979, em vigor no Brasil, é muito clara ao determinar o dever dos Estados-partes de combater tais papéis. Enfim, o autor aventura-se num tema que desconhece ou conhece muito mal. Prova disso é que coloca o Feminismo entre aspas e grafa em letra minúscula sua inicial. E termina revelando qual é sua visão da mulher: idealizada, uma 'rosa', que se limita a ser bonita, perfumada, mas não fala. Ai daquela que, ao invés de se contentar em ser uma planta ornamental, exercer seu direito de falar, e bem alto!" Envie sua Migalha